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Os novos recursos são os mais novos consensos no mundo da indústria móvel, a julgar pelos lançamentos de smartphones durante o Mobile World Congress (MWC), em Barcelona, na Espanha.
As tecnologias não são novas nem surgiram na maior feira de tecnologia do mundo, mas foram consolidadas no MWC deste ano. As sete fabricantes que desfilaram seus lançamentos por lá apresentaram novos aparelhos com uma dessas características quando não com todas juntas.
A Alcatel, por exemplo, foi a primeira do mundo a adotar as telas alongadas em todo seu portfólio, além de adicionar reconhecimento facial. Além de adotar as telas alongadas, Asus e Sony, por sua vez, implementaram sistemas de inteligência artificial no funcionamento das câmeras e bateria.
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'Telona de cinema'
Como a principal forma de interagir com os recursos do celular é a tela, apostar na ampliação dessa área de contato entre usuários e o que o smartphone tem a oferecer foi algo natural, disseram eles.
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Apesar de muitos vídeos não se encaixar perfeitamente nessa tela alongada, o que deixa faixas pretas nas laterais, desenvolvedores de aplicativos já começaram a fazer adaptações. O movimento conta com um advogado relevante: o Google, dono do sistema operacional presente em 4 a cada 5 celulares.
Ao anunciar os novos displays, a LG os chamou de tela de cinema. Era mais um exagero, para explicar o novo conceito, do que algo próximo do real. “Ela tentou fazer essa correlação, que é muito legal, mas isso está em um formato muito menor”, diz Campos. Isso porque as telas de cinema têm 21:9. O que o novo formato fez mesmo foi afastar o celular do formato padrão das TVs, de 16:9. Isso poderia dificultar a chegada de filmes feitos para a nova telona do celular. Só que já há uma movimentação dentro da indústria cinematográfica para rodar longas em 18:9.
Isso se ele perdurar e não for substituído por outro, porque já há variações. Nem bem a LG inaugurou o formato, a Samsung já apresentava em março de 2017 o Galaxy S8, com tela de 18,5:9. A Asus fez o Zenfone 5 com tela de 19:9 (na prática, o display tem proporção de 18:9, já que parte dele é ocupado por uma série de sensores, como o de reconhecimento facial).
“Se você lembrar dos tempos de telefone celular, a tela era grande, Depois diminuiu. Fizeram tela colorida e ela aumentou. Veio câmera, e a tela aumentou. Veio smartphone, e a tela aumentou. A gente não sabe o que vem pela frente. De repente inventam algum uso que é diferente e muda essa tendência também”, comenta Joe Takata, gerente de produtos da Sony.
Reconhecimento facial
Outro recurso que parece ter vindo para ficar é o reconhecimento facial. Ele dá ao celular a capacidade de ser destravado, após identificar em um rosto os traços faciais cadastrados.
Se o iPhone X, da Apple, fez surgirem muitas pessoas tentarem burlar seu sistema de reconhecimento facial, foi a Samsung a incluir pela primeira vez esse tipo de reconhecimento biométrico em um celular, o S8.
“Já existe reconhecimento facial há um bom tempo, mas está ficando mais maduro agora”, diz Campos, da Asus. Pezzoti, da Alcatel, comenta que a inclusão do sistema para trocar senhas alfanuméricas e em forma de códigos por rostos foi feita para ser mais prático. “É só olhar para o seu celular e ele desbloqueia sozinho. Quer coisa melhor do que colocar a senha ou fazer aqueles risquinhos que deixavam marcas na tela?”
Só que, apesar de se alastrar muitos aparelhos, o reconhecimento facial não é lá muito confiável. Nem para quem o adota. “Ainda assim não é tão rápido e tão seguro quanto a impressão digital”, diz Campos. Nem a Apple, que eliminou seu sensor que lê impressões digitais, abriu mão da possibilidade de haver outra forma de desbloquear seus aparelhos.
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