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Na edição anterior do evento, em 2017, com 11 dias de feira, foram 3,6 milhões de livros vendidos e público de 680 mil pessoas, segundo informações da Agência Brasil.
Além de uma média de vendas maior que na última edição da bienal, o evento deste ano ficou marcado com o debate sobre a censura de publicações. Isto porque, na última quinta-feira (5), o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, determinou o recolhimento de exemplares do romance gráfico "Vingadores, a cruzada das crianças" (Salvat), que tem a imagem de um beijo entre dois personagens masculinos.
O autor Laurentino Gomes classificou esta como a melhor Bienal dos últimos anos e falou sobre a ação da prefeitura.
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Debate na Justiça
A organização da Bienal do Livro recorreu à Justiça para garantir o "pleno funcionamento do evento". Ainda na sexta, um desembargador concedeu uma liminar em favor da feira.
Em uma nova decisão, o TJ-RJ voltou a permitir o recolhimento de livros com temática LGBT para o público jovem e infantil que não estivessem lacrados.
Fiscais retornaram aos pavilhões e anunciaram uma varredura à paisana. Funcionários da Seop disseram não ter encontrado nada de irregular na feira.
Decano do STF, o ministro Celso de Mello classificou a censura a livros da Bienal do Rio como "fato gravíssimo".
Na manhã de domingo, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a Bienal funcione sem o risco de "censura genérica" de Crivella.
O presidente do STF, Dias Toffoli suspendeu a decisão judicial que permitia apreensão de livros na Bienal. Em outra decisão, Gilmar Mendes ratificou a liberdade de discurso.
Mais tarde, a prefeitura anunciou um recurso ao Supremo.
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